Afinal, o que é a flor de sal?

Certamente se você está ligado nas tendências do mundo da carne e churrasco, já ouviu falar nela.


Especiarias e temperos sempre foram e ainda são essenciais na gastronomia, e além de forneceram sabores únicos a comida, muito exemplos possuem extrema importâncias históricas e culturais. Cada vez mais se escuta a palavra “flor de sal”, ela aparece hoje com muito mais frequência no Brasil, e dúvidas sempre surgem sobre o que é e como usa-la da maneira correta. Além de ser um produto nobre, raro e caro, é também considerada o “Ouro Branco” da cozinha.

A nova preferida para finalizar as carnes após o preparo, a Flor de Sal foi desde sempre consumida em Portugal pelos Marnotos (trabalhadores da salina) em sua casa. Davam-lhe o nome de “coalho” por flutuar à superfície da água tal como a nata no leite.

É basicamente a camada superior das salinas, retirada antes que se deposite no fundo e forme o conhecido sal comum. Essa camada finíssima de sal, brilhante e que parece uma crosta de gelo é formada pela evaporação da água, que leva as menores partículas do sal para o topo e se movem com a ação do vento. A sua retirada demanda um trabalho manual e de muito cuidado por ser extremamente delicada, podendo ser facilmente destruída por um vento forte ou muita umidade.

Com textura crocante, aspecto granulado e superfície irregular parecendo lascas, a flor de sal começou a ser extraída na era cristã pelos celtas, e são os franceses os responsáveis pela disseminação de seu uso nos tempos modernos. A mais tradicional flor de sal existente vem do sudoeste da França, em Grérande na Bretanha, onde foi desenvolvida uma técnica artesanal que já possui anos de tradição. Em média, para cada 80kg de sal comum retirado das salinhas, obtém-se 3 kg de flor de sal, o que também explica o fato de ser uma iguaria de preço alto.

Assim que retirada, a flor de sal fica exposta ao sol para secar ou em estufas dependendo das condições climáticas do local, e depois é envasada. Um dos seus grandes benefícios é ser um produto 100%, sem passar por qualquer processamento, mantendo então alguns nutrientes significativos (magnésio, iodo e potássio).

O uso da flor de sal difere por completo do sal comum do nosso dia a dia, e por ser granulado e muito mais concentrado, deve ser usado apenas em finalizações de pratos e em menor quantidade, jamais aquecendo para não perder a sua textura característica. Como ótimo exemplo, temos saladas, antepastos, carnes e qualquer outro alimento que requer um pouco mais de sal na hora de comer. Com sua popularização mundial e também no Brasil que já possui salinas extratoras de Flor de Sal, o preço da iguaria está mais acessível e com maior facilidade para encontrar.

O @territoriodacarne teve a oportunidade de visitar uma salina na última semana e visualizou de perto este processo incrível. Vale a pena experimentar!

Foto: @cocinista