Mercado dos EUA volta a comprar carne brasileira

Suspensas desde 2017, exportação da proteína à terra do tio Sam é retomada após correções de processos brasileiros.


Sexta-feira, véspera de carnaval, com um grande motivo para comemorar!

Um dos mercados mais exigentes do mundo volta a comprar a carne do Brasil e certamente abrirá frente para outras grandes negociações.

Isso por que os Estados Unidos são extremamente exigentes em termos sanitários, ou seja, sua chancela qualifica a proteína brasileira frente a outros mercados, agregando ainda mais valor ao nosso produto.

Parabéns aos pecuaristas, frigoríficos, ministério da agricultura e a todos os envolvidos que lutam diuturnamente por uma cadeia melhor!

Entenda o porquê pararam de comprar da gente

A suspensão era uma resposta a "problemas recorrentes" que, segundo eles, colocavam em risco a segurança do consumidor norte americano.

Na ocasião, o secretário da Agricultura, Sonny Perdue, disse que a suspensão continuaria até que medidas corretivas para atender às exigências do USDA fossem tomadas.

O Brasil poderá começar a enviar produtos de carne bovina in natura derivados de animais abatidos a partir de hoje. No comunicado encaminhado ao Mapa, o FSIS disse que o Brasil corrigiu os problemas sistêmicos que levaram à suspensão e está restabelecendo a elegibilidade das exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos a partir de hoje. Além disso, o FSIS encerrará os casos pendentes de violação de pontos de entrada associado à suspensão de 2017.

Apesar do volume ainda não ser relevante, por ser um dos mais exigentes do mundo, o mercado americano serve de referência para que outros países decidam importar carne brasileira.

Briga de gigantes

Frente ao maior exportador de carne bovina do mundo, os EUA claramente tem se incomodado com o crescimento da produção de carne bovina brasileira em volume e qualidade.

Nos resta agora manter e aumentar os padrões, utilizando métodos de produção eficientes, limpos e com a adequada preservação ambiental.

Termo "Tio Sam" também tem relação com a carne

A gente até procura não ser tão passional, mas a proteína animal é tão importante que está presente em inúmeros episódios da história mundo afora...!

Segundo fontes mencionadas na Wikipedia, seu primeiro uso data da Guerra de 1812, e sua primeira ilustração data de 1870.

Símbolo estadunidense, batizado pela revista americana Punch, o folclore diz que o Tio Sam foi criado por soldados americanos no norte de Nova Iorque, que recebiam barris de carne com as iniciais U.S. (de United States, que significa "Estados Unidos" em português) estampadas. Os soldados teriam brincado, dizendo que as iniciais significariam Uncle Sam ("Tio Sam"), uma referência ao dono da companhia fornecedora da carne, Samuel Wilson, de Troy, estado de Nova Iorque. O Congresso dos Estados Unidos reconheceu Samuel Wilson como inspirador da figura do Tio Sam em 1961.