Porque a Semana da ZooDiversidade foi criada?
A humanidade é marcada por históricos de segregações de várias naturezas, cor, credo, gênero, nacionalidade, classe social, dentre outras. Com o tempo foram criados mecanismos de combate às desigualdades e de fomento à inclusão social.
No entanto, é forçoso afirmar que o que se aplica hoje é o que de fato se espera de uma sociedade sem preconceitos.
O ambiente de trabalho, como amostra satisfatória da sociedade, reflete os valores nela praticados com o agravante da profissionalização, hierarquia, divisão de cargos e remuneração.
O preconceito atual no ambiente corporativo em sua grande maioria (em regra) não mais proíbe ou restringe acessos, não é verbalizado e não se prega nas redes sociais, porém, dificulta, inibe, constrange e pode estar disfarçado nas decisões e nos critérios de contratação e progressão.
Podemos dizer que a busca pelo maior rendimento, pelo lucro e pelo capital cresceram na mesma medida em que nos tornamos a geração com maior incidência de depressão e suicídio, o que dirá em relação aqueles que não se sentem em um ambiente inclusivo com políticas que reprimam qualquer forma de discriminação para poder ter foco e manter os bons índices produtivos.
Tal contexto denota uma realidade desequilibrada. Como o desenvolvimento humano vem sendo deixado de lado, este deve ser retomado às pressas para que essas minorias possam ser inseridas nos mais variados mercados de trabalho existentes.
Uma sociedade na qual muito se fala, mas pouco se faz para a criação de oportunidades às minorias que há dezenas de anos sofrem por sua condição, situação, orientação e assim por diante. Ações afirmativas no ambiente corporativo ainda são tímidas.
No contexto acima não fazer nada para que as minorias (mesmo mulheres, negros e homoafetivos não sendo minorias) sejam além de inseridas, respeitadas e valorizadas no ambiente de trabalho é o mesmo que colaborar para que esse quadro continue estático e que diariamente peculiaridades físicas, de gênero ou sexual sejam utilizadas como critérios profissionais.
A diversidade é inerente ao ser humano, o ambiente profissional misto, formado por pessoas diferentes é comprovadamente mais saudável e mais propenso ao desenvolvimento pessoal, humano e do grupo, sendo que pouco importa precisar em que momento ou sob a influência de quais premissas que foram esquecidas, o que nos cabe é além de lembrá-las, fomentá-las.
A lição que fica é permitir que o outro seja o outro no ambiente de trabalho e que, mesmo sem similitude, sejamos valorizados por nossas especificidades.
Letícia Bartolomeu Peruchi, advogada do Departamento Cível Empresarial e Imobiliário do escritório Braga Nascimento e Zilio Advogados
Com base no texto acima e em muitos outros estudados pelo nosso time, o Território da Carne abre suas portas para receber Zootecnistas dispostos a abrir o jogo sobre como é fazer parte da chamada "minoria", trazendo temas como homossexualidade, obesidade, racismo, assédio, transexualidade, poliamor, veganismo e xenofobia dentro do mercado da Zootecnia, como forma de incentivar profissionais da área ou não que vivenciam a mesma situação, a enfrentarem seus maiores medos e irem atrás de seus objetivos. Aos empregadores, estendemos o convite e esperamos que implementem a cultura da diversidade em seus ambientes, seja ele no campo, na cidade, no laboratório, no curral, no frigorífico, no escritório, ou em qualquer lugar. Afinal, nunca fez sentido avaliar a capacidade de entrega pela aparência, orientação sexual ou até mesmo suas ideologias.
Preparamos com muito carinho, espero que faça sentido para você.
